Sta. Cruz e sua historia
Marco historico de Sta. Cruz
Batalhão Vilegran Cabrita - Convento na era jesuítica, Palácio Real no tempo de D.João VI, Palácio Imperial com novas reformas no tempo de D. Pedro I e finalmente, no período republicano, com a construção de mais um andar, passou a aquartelar tropas do Exército. Hoje é a Sede do Batalhão-Escola de Engenharia, Batalhão Villagran Cabrita. A cruz é o símbolo do Bairro - foto de J. Dal´Lin - 02/2011
Os primeiros registros escritos a respeito do bairro são de autoria de José de Saldanha da Gama quando em 1860 era ele o superintendente da fazenda. Com o nome de Sta. Cruz
O
bairro está relacionado a uma cruz de madeira pintada de preto e
encaixada em um pilar de granito feita pelos jesuítas; mais tarde,
durante o Império, a grande cruz foi substituída por outra menor.
No
cruzeiro, que deu nome ao bairro, em torno dele todos os anos no mês de
maio era festejado o dia da Sagração da Santa Cruz, da festa
participavam toda a população local, inclusive os escravos. A festa
tinha o lado sagrado e o lado profano; do lado sagrado eram proferidas
missas, ladainhas, reza do terço, procissões e bênçãos, e a noite, no
grande terreiro em frente à igreja dos padres jesuítas, os escravos se
divertiam ao clarão de centenas de archotes que iluminavam o espaço onde
cantavam e dançavam em comemoração a festa.
Sta.
Cruz começou a ser povoada lá pelos meados do século XVI, as terras
faziam parte da antiga sesmaria de Guaratiba, que foi desmembrada em
nome de Martim Afonso de Sousa em 16 de janeiro de 1567, isso, para
contemplar Cristóvão Monteiro, que se considerou merecedor das terras
por ter ajudado na fundação da cidade do Rio de Janeiro. Cristovão
Monteiro, que mais tarde viria a ser ouvidor-mor da Câmara da cidade,
instala-se na região como proprietário das terras que se tornariam a
fazenda de Sta. Cruz. No inicio foram construídos um engenho e uma
capela no local que ainda hoje conhecido como Curral Falso.
Com
a morte de Cristóvão Monteiro, as terras da fazenda foram herdadas pela
Marquesa Ferreira, a viúva, e sua filha Catarina Monteiro. Em 1589, uma
parte que pertencia à Marquesa, que falecera também, passa a pertencer
aos jesuítas mediante uma doação, como esmola aos padres de Santo Inácio
com o pedido de uma especial intercessão pelas almas de Cristóvão
Monteiro e da Marquesa Catarina Monteiro.
No
ano seguinte, em 1590, os jesuítas conseguiram trocar o restante das
terras por outras propriedades em Bertioga, no caminho de S. Vicente.
Desta forma os jesuítas expandiram a área da sesmaria, adquirindo também
terras vizinhas que alcançaram dez léguas quadradas. O território da
fazenda abrangia de Sepetiba até a cidade de Vassouras e também a cidade
de Itaguai.
Durante
a permanência dos jesuítas na fazenda, uma ponte sobre o rio Guandú,
datada de 1752 foi construída, a ponte dotada de um sistema de comportas
regulava as águas em épocas de enchentes na região que, após os
períodos das chuvas, nos terrenos alagados era cultivado arroz, e nos
pontos mais altos e secos, treze mil cabeças de gado eram criados e
divididos em vinte e dois currais. Ainda hoje, vestígios da ponte
ornamentada por colunas de granito e com capitéis em forma de pinhas
portuguesas podem ser vista, tendo na parte principal um brasão com o
símbolo da companhia de Jesus com alguns dizeres em latim.
Em 1759 os jesuítas foram banidos e todas suas propriedades foram confiscadas pelo então governo português.
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| Foto - J. Dal´Lin - 02/2011 |
foi concluída em 1752, com a finalidade de regular o volume das águas das enchentes. Era de fato uma ponte-represa. Possui quatro arcos chamados "óculos", onde passavam as águas do rio Guandu, que os padres por meio de comportas de madeira, controlavam, retendo-as ou liberando-as conforme o momento exigia. Em seu centro encontra-se, contornada por belas esculturas barrocas, a famosa inscrição latina, sobreposta pela cruz e pelas inuiciais (I.H.S)
Após os jesuítas serem banidos do Brasil, a Fazenda de Sta. Cruz ficou subordinada aos Vice- Reis e, durante um bom período e em decorrência de administrações desastrosas, esteve à beira do caos. A fazenda somente se reergueu e voltou a produzir no governo do Vice-Rei Luiz de Vasconcelos e Sousa, chegando a ser conhecida como a Jóia da Capitania.
Com
a chegada da Família Real em 1808 no Rio de Janeiro, a fazenda de Santa
Cruz tornou-se uma residência de campo da realeza Orleans e Bragança. O
convento dos jesuítas passou por reformas para funcionar como Palácio, a
estrada que ligava a fazenda ao atual bairro de S. Cristóvão recebeu
melhorias e, visitantes, viajantes europeus, como pintores, comerciantes
e botânicos, todos renomados, fizeram andanças pelas terras da Fazenda.
Nos
séculos XVII e VXIII, na parte sul da então Capitania do Rio de
Janeiro, a estrada que ligava o palácio da Quinta da Boa Vista em São
Cristóvão até a Fazenda de Sta. Cruz, no sertão carioca, era conhecida
como Caminho dos Jesuítas e tinha como destino, em sua continuidade, as
Minas Gerais, a estrada fazia parte da então Estrada Real, por onde
passava toda a carga de ouro para a metrópole portuguesa e muito usada
pelo Imperador e toda a corte. Com a Proclamação da Independência, a
Fazenda, após ter passado por melhoramentos, passou a chamar-se Fazenda
Imperial de Santa Cruz.
Pela
mesma estrada, ligando o Paço Imperial no centro do Rio de Janeiro até
Sta. Cruz, onde ficava o Palácio Real, em 1817 foi inaugurada uma linha
regular de diligências dando uma melhor acessibilidade transformando a
estrada real em um dos principais acessos onde, súditos da nobreza real,
faziam a viagem para o ritual do beija mão, ritual de cumprimento,
antes ao rei e depois aos imperadores. Atualmente, no mesmo traçado da
antiga Estrada Imperial, está localizada a Av. Cesário de Melo
interligando vários outros bairros da Zona Oeste da cidade.
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| Foto - Autor desconhecido |
Em
1817 foi inaugurada uma linha regular de diligências que ligava o Paço
Imperial no centro da cidade ao Palácio Real em Sta. Cruz.
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| Foto - Autor desconhecido |
Bonde
com tração animal
Em toda a extensão da Estrada Real foram colocados, em 1827, doze marcos de pedra que passou a marcar, em léguas, a distância entre o antigo morro do Castelo, atual Esplanada do Castelo, onde era o Marco Zero e o Palácio Imperial de Sta. Cruz, o Marco Onze era o último marco da série. No entanto, existem controvérsias sobre a utilidade dos marcos; para alguns historiadores os - marcos em pedra - seriam para delimitar a área de livre circulação do Imperador, para outros, os marcos serviam para demarcar trechos da estrada para fins administrativos e orientar os viajantes.
Um
importante centro irradiador do desenvolvimento sócio econômico de Sta.
Cruz foi a instalação do Matadouro; inaugurado no dia 30 de dezembro de
1881 por D. Pedro II, substituía o de S. Cristóvão que ficava nas
imediações onde hoje está localizada a Praça Onze.
Anteriormente,
no dia 19 de março de 1876, uma cerimônia foi realizada no Largo da Boa
Vista, depois Largo do Matadouro, atual Largo do Bodegão, com a
presença do superintendente da então Imperial Fazenda de Sta. Cruz o Dr.
Pedro Fiel Monteiro; autoridades e grande parte da população também
estavam presentes. Na seqüência da cerimônia, do alto do morro, próximo
ao local, uma salva de vinte e um tiros foram dados, e a execução do
Hino Nacional, por uma orquestra composta de escravos da fazenda, dava
inicio à cerimônia com uma missa campal celebrada pelo Capelão da
Imperial Fazenda, Padre Damaso do Rego Barros. Após todo o cerimonial,
todas as personalidades presentes se encaminharam ao local designado, na
época, Campo de São José, para o lançamento da pedra fundamental.
Prédio em estilo colonial nas imediações do Largo do Bodegão.Do matadouro, em um ramal circular que fazia ligação com a estação de Sta. Cruz saiam trens com destino ao entreposto em S. Diogo transportando a carne para abastecer a cidade do Rio de Janeiro. A estação de trens urbanos em Sta. Cruz já tinha sido inaugurada em 1878 e, ao longo da via férrea que ligava à gare da Central do Brasil, foram sendo construídas outras estações em bairros subsequentes. Desta época também é o colégio Imperial que mais tarde viria a ser o Hospital D. Pedro II – hoje fórum de Sta. Cruz.
Um dos lugares mais populares e conhecido no bairro de Sta. Cruz é a Praça do Gado. Localizada nas imediações, onde hoje se situa o hospital D. Pedro II, ficavam os currais onde o gado era comercializado, uma feira. O local, que anteriormente era denominado de Campo da Ladeira, foi criado o serviço de pesagem do gado que vinha de Minas Gerais e outras regiões, trazidos por boiadeiros. Em frente à Casa da Balança, como era conhecida, existia um chalé, um is e casarão que servia aos médicos na verificação da saúde do gado a ser abatido. Nas imediações também existia o Rancho dos Mineiros, uma casa, hoje restando apenas ruínas, onde, temporariamente, os boiadeiros permaneciam ao trazer o gado.
| Foto de J. Dal´Lin - 02/2011 |
antigo Palacete do Matadouro.
Um prédio imponente, o Palacete do Matadouro, como era conhecido, foi sede administrativa do matadouro e residência de altos funcionários servindo também como entrada principal, um portal de acesso às instalações ao matadouro e aos currais onde o gado ficava a espera de abate. Mais tarde serviu de residência de veraneio da Princesa Isabel. Em 1886 o palacete foi transformado na escola Sta. Isabel e depois na escola técnica Princesa Isabel que funcionou até meados de 1970. Desativado, o prédio foi tombado pelo patrimônio histórico e cultural, hoje abriga o Centro Cultural de Sta. Cruz.
Próximo
ao Matadouro, o local que anteriormente era conhecido por Largo da Boa
Vista e depois Largo do Matadouro, ganhou outro nome, Largo do Bodegão;
isso porque, no local, no inicio das atividades do Matadouro, passaram a
existir muitas barracas de provisões, embriões de pequenos
estabelecimentos denominados de Bodegas, porém, um desses
estabelecimentos se destacava pelo seu tamanho e, desta forma o Local
ficou conhecido pelo topônimo de Largo do Bodegão. O matadouro de Sta.
Cruz funcionou até meados do século XX.
Desmembrada
em lotes, dos curatos da grande fazenda começou a dar formato ao
bairro, ruas e estradas foram abertas, casarões residenciais e
comerciais foram construídos, e o comércio varejista, com armazéns e
grandes bodegas se proliferaram, isso, devido ao crescimento da
população. Nesta fase o bairro ganha duas linhas de bondes puxados por
tração animal, linhas que ligavam o centro do bairro até Sepetiba e
outra que ligava à cidade de Itaguaí.
Mais
tarde, com a República efetivada, mais precisamente no governo de Getúlio Vargas em 1930, Sta. Cruz passou por transformações objetivando a
valorização das terras, obras de saneamento, recuperação da salubridade
e, para proporcionar um dinamismo econômico à região, foram criadas nas
terras da antiga Fazenda de Sta. Cruz as colônias agrícolas; nelas, em
1938 se instalaram os primeiros imigrantes japoneses vindos de Mogi das
Cruzes - Estado de S. Paulo. Ocupando lotes distribuídos nas estradas,
Reta do Rio Grande e Reta de São Francisco, passaram a produzir, de
imediato, grande quantidade de hortifrutigranjeiros, nos dias atuais na
região a predominância é de coqueirais e extensas lavouras de aipim.
Esta
região, as margens da BR 101 – Rio/Santos ainda predomina a
agricultura, no entanto, aos poucos vai perdendo espaço para o setor
industrial e residencial com novos conjuntos habitacionais, com casas e
apartamentos e condomínios para classe média emergente.
Com
o crescimento e desenvolvimento da cidade como um todo e com espaços
vazios e planos na região, foi criada em 1975 a Zona Industrial de Sta.
Cruz incentivando grandes empresas a se instalarem na região e, com as
transformações na urbanização descaracterizou uma boa gleba das terras
modificando a paisagem que até então era exclusivamente rural. Nos
campos cortados pela Av. João XXII, estrada que dava acesso à cidade de
Itaguaí, alagados nas épocas das chuvas, aterrados, foram construídos
conjuntos habitacionais de casas populares, e do antigo ramal da estrada
de ferro que fazia ligação até a cidade de Itaguaí foi extinta, restam
apenas pontes de ferro sobre os rios que, com águas serenas e poluídas,
continuam passando por debaixo dos últimos vestígios de um tempo que se
fez historia.
Base aérea de Sta, Cruz - Em 1933 o governo brasileiro autorizou a empresa alemã
Luftschiffbau
Zepelin a estabelecer uma linha aérea regular entre o Brasil e a
Europa, foi então escolhido o local para a construção de um aeroporto
para os dirigíveis e, dois anos mais tarde, o aeroporto, ao ser
inaugurado, recebeu o nome de Bartolomeu de Gusmão. O inicio das obras
deu-se no ano seguinte, 1934 e, em 26 de dezembro de 1936 o hangar foi
inaugurado com a ativação da linha regular entre o Rio de janeiro e
Frankfurt na Alemanha. Porém, o uso do hangar pelos zepelins não teve
vida longa, apenas nove pousos e decolagens foram feitas pelos zepelins
Hindenburg e Graf Zepelin, durou apenas um ano e, em 1937 o ultimo
Zepelin decolava, porém, o hangar, construção única no mundo permanece
imponente.
Em
1941 quando o aeroporto foi transformado no que é hoje - Base Aérea de
Sta. Cruz, o hangar passou a abrigar diversas Unidades da Aeronáutica.
Um monumento – relíquia do Império -
Ainda resiste ao tempo em Sta. Cruz; é o caso da Fonte Walace que,
inicialmente instalada em frente ao Palácio Imperial - atual batalhão
Villegran Cabrita – foi transferida e reinstalada na praça Dom Romualdo.
A fonte, criada por Charles Lebourg em 1872 mostra em detalhe quatro cariátides.
Sta.
Cruz tem 442 anos de historia e o marco principal, a Cruz no Mirante
Imperial ainda permanece no local; original ou réplica, que seja menos
importante, porém é de grande significado histórico para o Bairro e para
a cidade do Rio de Janeiro.
Mas,
com o progresso também chega a modernidade, e com ela novas construções
vão substituindo os antigos casarões e antigas ruelas se transformam.
Agências Bancárias, grandes magazines, Shoping Center, novas lojas,
clinicas e hospitais, delegacia policial, batalhão da PM, corpo de
Bombeiros, UPAs 24 horas, Postos de saúde, Universidade, Supermercados,
em fim, um variado comércio e serviços públicos atende os 314 mil habitantes
do grande bairro, ou seja, um bairro cidade. Os casarões, remanescente
de épocas passadas vão se adaptando aos tempos atuais.
Estação de trens de Sta. Cruz -
A estação de trens de Sta. Cruz guarda também um pouco da historia do
Bairro; inaugurada em 1878, a estação, quando da inauguração, ainda
abrigava na Fazenda o Palácio Imperial de Sta. Cruz. Mais tarde, em 1914
tornou-se um ramal importante, tendo se prolongado fazendo ligação até a
cidade de Mangaratiba. A estação, hoje modernizada para atender a
demanda de passageiros não possui nenhum marco de sua inauguração.
Ruas Antigas -
Das ruas antigas ainda existentes em Sta. Cruz pode-se destacar a Av.
Isabel. Aberta em 1887 que logo recebeu calçamento em paralelepípedos, a
princípio, recebeu o nome de Rua Princesa Isabel. Iniciando no Marco
Onze, localidade que ainda permanece com o mesmo nome, já foi chamada de
Rua do Observatório e Rua Conselheiro Miranda Rego, este, pelo fato de
ter sido um dos Superintendentes do Matadouro e ter residido nas
proximidades. Foi a primeira Rua do Bairro a ter iluminação pública que
recebia energia elétrica do gerador do Matadouro. Naquela época surgiram
os primeiros casarões, dos quais nos dias de hoje não se tem vestígios,
casarões que pertenceram a altos funcionários do Matadouro e de
famílias proeminentes. Em toda a extensão da Avenida, nas calçadas,
foram plantadas mangueiras que, com suas sombras amenizavam e continuam
amenizando o calor intenso e embelezando uma das principais vias do
Bairro.
Rua da Passagem, atual
Rua Alvaro Alberto, foi aberta em 1882 com o desmonte de parte do morro
da Boa Vista e que mais tarde viria a ser o Morro do Bodegção;
aproveitando o desmonte do morro, foi aberta uma passagem para ao gado
com destino ao matadouro.
Morro do Mirante -
O Morro do Mirante com seus 65 metros de altitude perece mais uma
elevação que um morro propriamente dito, porém, uma altura considerável
para observação quando o restante do terreno é plano, e foi assim que os
jesuítas consideraram o local como ponto de observação. Do alto podiam
ver as terras em sua volta e tomar conhecimento de tudo que acontecia.
Também chamado de Atalaia dos Jesuítas, naquele local no tempo do
Império, uma pequena construção em formato octogonal foi construída para
que observadores ficassem melhor acomodados. O lugar foi muito frequentado, tanto pela Realeza quanto por visitantes de missões
estrangeiras.
Morro do Chá -
Por iniciativa de D. João VI, foram trazidos da China uma centena de
plantadores de chá que ficaram encarregados de cultivar a erva, na
localidade ficaram durante um século e construíram casas ao estilo de
pagodes, iguais aos existentes em sua terra natal. Durante a permanência
dos chineses no local a atividade foi muito produtiva atraindo muitos
técnicos e visitantes, por esse motivo a localidade ficou então
conhecida como Morro do Chá até os dias de hoje.
Localidades periféricas – Sub-Bairros - Uma
localidade de grande importância histórica para Sta. Cruz é Sepetiba.
Palco de acontecimentos pelo fato de ser um ponto estratégico e possuir
um porto, a localidade foi considerada o Porto do Ouro, isso por receber
todo o ouro vindo em embarcações da cidade de Paraty, riqueza trazida
das Minas Gerais, e que tinha como destino a Corte Portuguesa na Europa.
Muitas batalhas se desenrolaram nas águas da Bahia de Sepetiba em
virtude da cobiça que atraia muitos piratas, principalmente em busca do
ouro e pau Brasil que era abundante na Fazenda Sta. Cruz.
Curiosidades e acontecimentos:
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Um dos maiores acontecimentos ocorrido no Palácio de Sta. Cruz coube à
Princesa Isabel quando assinou a lei de alforria de todos os escravos do
Governo Imperial. A promulgação da lei foi assistida pelo Visconde do
rio Branco, pelo Conde Deu e muitos outros convidados ilustres. Na sequência do acontecimento, no salão de despachos, também nasceu
primeira medida preparatória de limitação ao tráfico dos escravos.
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Em 1842, precisamente no dia 22 de novembro, foi inaugurada por D.
Pedro II a primeira Agência dos Correios do Brasil, com o sistema de
entrega das correspondências.
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Antes do inicio da viagem que culminaria na Independência do Brasil, D.
Pedro I esteve no Palácio em Sta. Cruz. Uma reunião no dia 15 de março
de 1882, juntamente com José Bonifácio estabeleceu bases para que o
grito da Independência fosse dado. No regresso, antes mesmo de seguir
para o Palácio de S. Cristóvão, fez uma comemoração no palácio em Sta.
Cruz.
| Solar dos Araujo - Foto J. Dal´Lin 02/2011 |
Ponte da
antiga via férrea que fazia ligação com a Cidade de Itaguai e parte da
Costa Verde, se prolongando até a Cidade de Mangaratiba. Foto J. Dal´Lin 02/2011
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Rio Guandú na Área Rural. Foto J. Dal´Lin 02/2011 |
...E o tempo passou, espaços foram ocupados com novas edificações, ruas e avenidas desenhando um novo mapa na região conservando muitos predios e monumentos que se tornaram históricos para o bairro e para a cidade; a modernidade chegou com um movimento frenético do transito, do comércio e da população que se expandiu em sub bairros priféricos dando o formato a uma verdadeira cidade. (fotos de J. Dal´Lin - )
Fonte Walace que,
inicialmente instalada em frente ao Palácio Imperial -
atual batalhão Villegran Cabrita – foi transferida e reinstalada na praça Dom Romualdo.
atual batalhão Villegran Cabrita – foi transferida e reinstalada na praça Dom Romualdo.
A fonte, criada por Charles Lebourg em 1872 mostra em detalhe quatro cariátides.
Praça D. Romualdo
Casarão pertencente a Julio Cesário de Melo
Praça D. Romualdo
Casarão pertencente a Julio Cesário de Melo
Praça D. Romualdo
Igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Prédios residenciaissão preservados
por famílias tradicionais do bairro
Casarão de 1914 pertencente á familia Ciraudo.Situado na rua D. Pedro II, Atualmente funcionando como Fórun...
...aqui funcionou o colégio Imperial e posteriormente o hospital Pedro II
Monumento comemorativo aos
pracinhas da 2° guerra na Praça Ruão.
No centro comercial do bairro ainda são
encontradas edificações cetenárias.
Estação Ferroviária de Sta. Cruz.
Centro de Sta. Cruz.
Banco Itaú no centro de Sta. Cruz.
Centro de Sta. Cruz
Centro Comercial - Sta. Cruz.
Feira popular - Sta Cruz.

