terça-feira, 17 de abril de 2012

Cidades históricas e o caminho do ouro das Minas Gerais.


            O caminho do ouro das Minas Gerais
                                                  As cidades históricas,
Caminhando pelas ruas e ladeiras de Ouro Preto tem-se a impressão de se estar num passado distante apesar do movimento moderno que a cidade hoje apresenta. Os casarões perfilados lado a lado parecem sustentarem-se uns aos outros, apresentam coloridos diferentes com grandes janelas e portas altas e, em alguns sobrados, debruçadas sobre patamares das sacadas, congeladas pelo tempo, lá estão, em gesso, figuras de negras mucamas do tempo do Império a deslumbrar o passar do vai e vem de  visitantes e moradores. As lojas de souvenirs apinhadas de turista a descobrir novidades em pedra sabão, artesanatos da região, disputam as melhores peças.
Ouro Preto é uma das cidades históricas mais visitadas em Minas Gerais, nela podemos reverenciar os homens do ouro, não os fidalgos, mas sim os negros escravos que trabalharam nas minas e rios e as negras mucamas, negras de ganho que trabalhavam nas casas fidalgas ou carregavam cestos nas cabeças carapinhadas; e igrejas, muitas igrejas com a arte sacra barroca feita por Antônio Francisco Lisboa, o aleijadinho.

Localizada há uma altitude média de 1179 metros, é uma cidade  tombada pelo Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco em 1980.
Fundada em 1711 recebeu o nome de Vila Rica, mais tarde, em 1823, após a Independência de Portugal, foi declarada por D. Pedro I recebendo o título de Imperial Cidade, tornando-se a capital da então Província das Minas Gerais, recebendo o cognome de Imperial Cidade de Ouro Preto.
Nas ladeiras calçadas com pedras e as ruelas que dão acesso às ruas mais largas tem-se a impressão de uma interminável maratona para conhecer toda a cidade, pois, a cada esquina uma nova imagem, um novo caminhar através da história.
Adaptados aos tempos modernos e para atender uma clientela específica, o turista, alguns casarões, além de manterem o aspecto residencial, transformaram-se em restaurantes e bares, outros em pousadas e bazares para atender quem chega à cidade. Há também as Repúblicas, residências temporárias para estudantes da Universidade de Geologia, uma das mais concorridas no Brasil.
É impossível conhecer toda a cidade em apenas um dia, a dificuldade de locomoção pelas ruas e ladeiras fazem com que o visitante caminhe mais lentamente, pois, a fadiga caminha junto e o fôlego é perdido, porém, o cansaço é revigorado pelas belas paisagens da cidade. De baixo a visão é de uma cidade construída nas montanhas, do alto a cidade parece um mosaico, uma pintura em relevo com telhados de vários matizes que vai do vermelho ao barro solidificado, e de algum ângulo surge distante nas serras de Ouro Branco o Pico do Itacolomi, um ponto de referência que no passado serviu de orientação na região para muitos Bandeirantes.
 Em um grande espaço, em frente à igreja de São Francisco, a feira de artesanato, muito concorrida, podem-se encontrar peças de artistas populares e desconhecidos; as batidinhas de martelinhos em peças de pedra sabão, produzem um som característico apenas ouvido por quem está ali.
De quando em quando um sino em alguma das igrejas repica anunciando as horas do dia ou da noite. Nas noites da cidade, bares e restaurantes, com comidas regionais, ficam abertos até mais tarde, alguns com música ao vivo, outros, apenas com clientes bebericando e conversando, jogando conversa fora como diz o mineiro.
Há muito que caminhar pela cidade além de apreciar a arquitetura dos séculos XVIII e XIV. Para quem gosta de rememorar a historia do ciclo do ouro no Brasil é uma boa opção, pois, além de ser um museu a céu aberto a cidade possui acervos como: o Museu das Reduções, Museu do Chá, Museu da Ciência e Técnica da Escola de Minas, Museu da Inconfidência, Museu da Musica. Museu Casa dos Contos, Ludo Museu, Museu do Oratório, Museu Casa de Guignard, Museu da Fharmácia, Museu de Arte Sacra do Pilar, Museu aberto Cidade Viva e o Museu do Aleijadinho - (Antônio Francisco Lisboa), No Museu do Ouro onde podem ser vistas diversas pedras preciosas, além do Teatro Municipal Casa da Ópera da Cidade de Ouro Preto que foi construida em 1770.
Duas instituições, pela importância histórica da Cidade, se destacam no cenário de Ouro Preto; A primeira Escola de Farmácia da América do Sul, fundada em 1839 e a Escola de Minas, a primeira escola de estudos mineralógicos, geológicos e metalúrgicos do Brasil; hoje é considerada a principal instituição de engenharia do País.
Com uma estadia mais prolongada o visitante pode conhecer com maiores detalhes outros aspectos, paisagens e o povo da cidade, uma gente hospitaleira, gentil e simples.



                                       Artesanato tradicional em pedra sabão
                                Mais fotos de J. Dal`Lin neste link (copie e cole no navegador)
                http://www.panoramio.com/user/6373227?comment_page=2&photo_page=6

                                   Outras cidades Mineiras.
 Um passeio pelas ruas ladeadas por casarões antigos, podemos ainda participar por momentos do silencio que transcorria nos idos tempos coloniais. Em uma ou outra janela aberta aparecem, ainda hoje, grandes cortinas de organza esvoaçando ao interior. Nas grandes portas com pequenos quadrados de vidro besuntado, ou por venezianas entreabertas, expõem discretamente o interior. Nas paredes centenárias quadros com pinturas retratando aqueles que já se foram ou por vezes personalidades da historia local.
O piso das ruas, em algumas cidades, as pedras lembram um quebra cabeças, que postas e rejuntadas não deixam muito espaço entre uma e outra, chamam-na de pé de moleque.

Os sobrados e as casas, enfileiradas, dão a entender que quando foram erguidas aproveitaram-se minuciosamente todos os espaços, uma segurando a outra, assegurando talvez a união social determinante, tanto nos negócios quanto a laços familiares.

Nas ladeiras acima a vagareza de caminhantes sem pressa em chegar, afinal todos ainda guardam um pouco do tempo em que as horas eram marcadas pelo badalar dos sinos.

A visão do alto retratando os telhados compõe o traçado das cidades que não se diferenciam muito, parecem cópias uma das outras. Assim são as cidades históricas mineiras.

As igrejas, por todas as cidades têm praticamente as mesmas linhas arquitetônicas, as capelinhas se diferenciam, algumas mais simples, outras requintadas, assim como em seu interior. Ouro, muito ouro pelos altares onde o brilho tem um contraste especial a cada imagem, refletindo de certa forma na fé dos fiéis e deslumbrando a quem apenas visita.

Nestas cidades mineiras as casas e casarões são moldurados, pintados com cores vivas e tendo como pano de fundo as montanhas das “Gerais” e um infinito céu azul.

A gastronomia guarda muito dos tempos coloniais em casas de fazenda. Do fogão a lenha uma tênue fumaça incorpora aos ambientes com mesas e cadeiras rústicas, porém confortáveis. O “cheiro” exalado pelas panelas de barro constata a fama quando é posta à mesa. No variado cardápio fica difícil escolher o que saborear, pois a simplicidade também deve ser degustada juntamente com o sotaque “mineires”.

Em cada rua, esquina, casa, casarão, igrejas, capelas ou palácios, lá estão a historia, uma historia feita por senhores e escravos, pelo ouro e pedras preciosas, pelo suor do negro e pela esperança do senhorio.
“Libertas que será tamen”. Daí surgiram figuras ilustres, e daí a liberdade brilhou nas “Gerais”. Hoje temos oportunidade de rememorar caminhando pelos mesmos caminhos, pelas mesmas ruelas e ladeiras sob o lema da liberdade defendido pelos inconfidentes.
                                                 
   Pelos caminhos das Minas Reais - a rota do ouro, das pedras preciosas e da historia da Liberdade.

                                                Matias Barbosa.  
                                                                         Santos Dumont.
                               Viaduto na BR 499. MG.
 
                                                               São João Del Rei.
                                        
                                Cachoeira do Bom Despacho -Sta. Cruz de Minas.

                                                                     Tiradentes.
                                                                            Sabará.


                                                                          Mariana.

                                                                       Congonhas.
                                    































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